LPF - Laboratório de Produtos Florestais - Linha do Tempo

Histórico

O Laboratório de Produtos Florestais (LPF) há quarenta e sete anos atua pró-ativamente na busca de soluções tecnológicas que visam aprimorar o uso sustentável dos recursos florestais. Por meio da sua atuação o Brasil conhece mais e melhor o potencial de utilização de suas espécies florestais e de suas aplicações para os diversos setores da economia e da vida das pessoas. A incorporação do LPF ao Serviço Florestal Brasileiro (SFB) fortalece a nossa missão de conciliar o uso e a conservação das florestas valorizando-as para o benefício das gerações presentes e futuras.

Como Centro de Pesquisa, o LPF é um dos mais antigos da área de tecnologia de produtos florestais e foi criado antes mesmo dos principais órgão ambientais do país como o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) , o Ministério do Meio Ambiente (MMA) e SFB.

 

Equipe LPF 1975 (Ao centro o Diretor - Dr. Harry J. Van Der Slooten)
Equipe LPF 1985 no SG-12 da UnB
Equipe LPF 1985 SG-12 da UnB
Equipe LPF 1986 na área própria
Equipe LPF 1993 (20 anos do LPF)
Equipe LPF 2001
Equipe LPF 2004
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Equipes

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Linha do Tempo

 

1973

O Laboratório de Produtos Florestais (LPF) é criado a partir do convênio entre o governo brasileiro e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) dentro do Projeto de Desenvolvimento e Pesquisa Florestal do Brasil (PRODEPEF) aprovado pelo Decreto nº 73.069, de 1 de novembro de 1973. Seu primeiro Diretor foi o Dr. Harry J. Van Der Slooten. As atividades de pesquisa do LPF tiveram início, de modo provisório, dentro do prédio do SG-12 da Faculdade de Engenharia Civil da Universidade de Brasília.

1981

Lançamento do livro “Madeiras da Amazônia - Características e Utilização. Vol. I - Floresta Nacional do Tapajós” com informações de 53 espécies da região do Tapajós (PA) e classificação em oito diferentes categorias a partir das características gerais da madeira, propriedades físicas e mecânicas, comportamento na secagem, tratamento com preservativo e propriedades de trabalhabilidade.

Madeiras da Amaznia Caractersticas e Utilizao Vol I Floresta Nacional do Tapajs 

Madeiras da Amazônia - Características e Utilização. Vol. I - Floresta Nacional do Tapajós

1982

Lançamento do livro “Madeiras Tropicais da Amazônia” com quatro espécies na VI Feira Cearense de móveis.

1983

Nesse ano o LPF passa a integrar definitivamente a estrutura do Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Florestal (IBDF).

1986

O Laboratório de Produtos Florestais muda-se para área própria dentro da Sede do IBDF em Brasília.

1988

O LPF participa do Programa Antártico Brasileiro – PROANTAR juntamente com Comissão Interministerial para os Recursos do Mar da Marinha do Brasil. O LPF desenvolveu e executou o projeto de módulos estruturados em madeira com parede dupla em chapa de madeira compensada com isolamento térmico, concebidos em parceria com a Universidade do Vale dos Sinos (UNISINOS), para abrigo de pesquisadores na estação científica brasileira Comandante Ferraz, no continente Antártico. Estes, foram executados nas instalações do LPF, desmontados e remontados na Antártida, com transporte por helicóptero.

Antrtida

Antrtida 2

Estação Antártida Comandante Ferraz.

Edição do livro “Madeiras da Amazônia - Características e Utilização. Vol. II - Estação Experimental de Curuá-Una" apresentando a caracterização tecnológica de 75 espécies de madeiras coletadas na Estação Experimental de Curuá-Una (PA).

1989

Após a extinção do IBDF, o LPF passa a fazer parte da estrutura do recém-criado IBAMA.

O LPF concebe e executa, em parceria com a Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), a base de fiscalização e pesquisa do IBAMA no Atol das Rocas, também uma edificação pré-fabricada em madeira.

 

Base do IBAMA no Atol das Rocas

Base do IBAMA no Atol das Rocas

1991

Em 1991 foi desenvolvido o módulo de madeira “Rebio Rocas”, que implantou estruturas que servem de base para pesquisadores e servidores do IBAMA na Reserva Biológica do Atol das Rocas.

1992

Criada uma categoria especial, denominada Prêmio IBAMA/MOVESP de Madeiras Alternativas, promovido pela Associação das Indústrias do Mobiliário do Estado de São Paulo (MOVESP), buscando uma maior divulgação da necessidade de se incorporar novas madeiras ao mercado.

1996

Criado o Prêmio de Madeiras Alternativas, uma categoria especial do Prêmio Salão Design, considerado um dos principais eventos de design do país, parceria à época entre o IBAMA e o Sindicato das Indústrias de Móveis de Bento Gonçalves-RS (Sindmóveis), promotor do Salão Design.

Premio

 

1997

Lançamento do livro “Madeiras da Amazônia - Características e Utilização. Vol. III - Amazônia Oriental” onde são apresentados dados de caracterização tecnológica de 47 espécies de madeiras coletadas em Buriticupu(MA), em Tucumã(PA) e na Floresta Nacional de Caxiunã(PA), incluindo a identificação botânica de cada espécie, nome comum, dados relativos à árvore, descrição de caracteres gerais, propriedades físicas e mecânicas, preservação, secagem e trabalhabilidade.

Edição do livro “Madeiras Tropicais Brasileiras” com informações técnicas de 50 espécies de madeiras tropicais brasileiras, fornecendo detalhes, com fotos em cores da tora, da árvore, da casca, da madeira da Região Amazônica.

Madeiras Tropicais Brasileiras

Madeiras Tropicais Brasileiras

1998

É publicada pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial-INPI a carta-patente de invenção no. PI9601382-6A do LPF “Aperfeiçoamento do uso de bagaço de cana-de-açúcar e de adesivos polifenólicos à base de tanino-paraformaldeído, na confecção de chapas aglomeradas e chapas de fibra e seu processo de fabricação”.

Patente

 

2000

Publicada a Patente de Modelo de Utilidade MU7601390-1 "Estufa para secagem de madeira serrada, aquecida com gases provenientes da combustão de resíduos" com uma câmara de secagem construída em alvenaria com aquecimento proporcionado pelos gases provenientes da combustão de resíduos ligno-celulósicos em fornalha localizada externamente.

Patente de Modelo de Utilidade MU7601390-1

2001

Criado o Banco de dados de madeiras brasileiras (Database of Brazilian Woods) com apoio da International Tropical Timber Organization (ITTO). Esta base de dados foi elaborada com a inclusão de 288 espécies estudadas pelo Laboratório de Produtos Florestais, contendo o local de coleta e as propriedades físicas, mecânicas, secagem, preservação e caraterísticas anatômicas.

bancodedados

2002

Projeto “Habitação Popular em Madeira” desenvolvido em Parceria com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis – IBAMA e recursos de emenda parlamentar do Congresso Nacional, utilizando madeiras apreendidas pela fiscalização.

Habitaes construdas no Estado de Rondnia

Habitações construídas no Estado de Rondônia.

2004

Acordo de Cooperação Técnica entre o LPF e o Centre de Coopération Internationale en Recherche Agronomique pour le Développement (Cirad), órgão do Ministério do Ensino Superior, Pesquisa e Inovação e do Ministério da Europa e Relações Exteriores, sediado na França.

Cirad

Por indicação da Diretoria de Uso Sustentável da Biodiversidade e Florestas (DBFlo) do IBAMA, o LPF foi designado como Autoridade Científica do Brasil na Convenção sobre Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas de Fauna e Flora Selvagens - CITES.

Cites

2006

Como projeto do LPF, o Centro Nacional de Apoio ao Manejo Florestal (CENAFLOR) do SFB, foi idealizado a partir da adaptação do trecho do Pavilhão estruturado em madeira roliça. Nesta nova edificação foram empregadas várias soluções construtivas, como o apoio de lajes de concreto e alvenarias sobre a estrutura de eucalipto, estrutura arqueada de madeira para cobertura e vedações em madeira.

Cenaflor

Estrutura do prédio do Cenaflor.

2008

Com a publicação da lei de gestão de florestas públicas e a criação do Serviço Florestal Brasileiro, o LPF é transferido do IBAMA para o SFB através da Portaria nº. 59 do Ministério do Meio Ambiente, de 25 de fevereiro de 2008. O LPF contribui para o atendimento da crescente demanda pela utilização dos recursos naturais, em consequência da política implementada pelo SFB, ao qual se vincula como Centro Especializado.

2011

O LPF participa do Projeto “Modelo Sustentável para a Cadeia Brasileira de Produção de Pisos de Madeira”, abrangendo toda cadeia produtiva relacionada a utilização para pisos de madeira e caracterizou 14 espécies tropicais brasileiras. Executado pela Associação Nacional dos Produtores de Pisos de Madeira (ANPM), com apoio financeiro da International Tropical Timber Organization (ITTO) e colaboração do Ministério das Relações Exteriores, Universidade de São Paulo (ESALQ/USP), EMBRAPA, Serviço Florestal Brasileiro (SFB/MMA), Universidade do Estado do Pará (UEPA) e Universidade de Brasília (UnB).

Pimads

Publicação do Projeto Pimads.

2013

O LPF celebra seus 40 anos de existência.

Ministra

Ministra do Meio Ambiente.

Logo LPF 40 anos      Convite 40anos LPF3

Logotipo e convite de comemoração dos 40 anos do LPF

 

Lançamento do livro “Madeiras Tropicais Brasileiras – Volume II” e a inauguração da xiloteca Dr. Harry J. Van Der Slooten, além de uma exposição dos produtos desenvolvidos ao longo da história do Laboratório.

Madeiras Tropicais Brasileiras Volume II

2016

Criação da “Chave interativa de Identificação de madeiras comerciais do Brasil”, sistema de identificação interativo de 157 espécies madeireiras comumente comercializadas no Brasil por meio de caracteres gerais, macroscópicos, químicos e físicos das madeiras contribui para a disseminação de informações e a determinação de espécies de madeira comumente exploradas e comercializadas.

Chave

 

Lançamento do livro “A madeira e seus usos”, edição ilustrada com várias espécies de madeiras da Amazônia, através da análise teórica das diversas propriedades disponíveis em bibliografia.

Madeiras e Seus USos

2019

O LPF/SFB é transferido do Ministério do Meio Ambiente (MMA) para o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA).

2020

O Programa Arboretum de Conservação e Restauração da Diversidade Florestal é incorporado ao LPF.

 

Publicada pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial-INPI a Carta Patente Nº Br 102013029377-6: Título: “Painel Composto de Embalagens Longa Vida Pós Consumo, Cimento ou Gesso e, Opcionalmente Partículas de Madeira, Bem Como o Processo de Sua Fabricação”. Primeira Carta Patente do Serviço Florestal Brasileiro na modalidade Patente Verde pelo uso de embalagens acartonadas pós-consumo recicladas.

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