Laboratório de Produtos Florestais lança cartilha sobre durabilidade natural de madeiras

Laboratório de Produtos Florestais lança cartilha sobre durabilidade natural de madeiras

  • Publicado: Sexta, 26 Março 2021 19:54

Laboratório de Produtos Florestais (LPF) lança cartilha sobre durabilidade natural de madeiras

Pesquisadores do Laboratório de Produtos Florestais avaliaram durabilidade natural de espécies de madeiras amazônicas com grande potencial de utilização

 

O Laboratório de Produtos Florestais (LPF), vinculado ao Serviço Florestal Brasileiro (SFB), lança, nesta semana, cartilha sobre a durabilidade natural de madeiras oriundas da Amazônia. O objetivo do estudo é oferecer informações técnicas quanto à alta durabilidade dessas madeiras a pesquisadores, empresários do setor madeireiro, engenheiros, arquitetos e consumidores finais de madeira. Essas informações podem auxiliar no uso mais inteligente do recurso florestal e, desta forma, contribuir tanto para a ampliação desse uso quanto para a comercialização das espécies pesquisadas.

Ao todo, foram estudadas 12 espécies endêmicas do Brasil, que possuem grande potencial de uso. Dentre elas, estão o cumaru, a maçaranduba, muirapixuna, peroba mica e casca preciosa. O trabaApostila durabilidade natural mad capalho de campo foi realizado em dois locais e biomas: na Floresta Nacional do Tapajós, no Pará em bioma Amazônia, e na Fazenda Água limpa, da Universidade de Brasília (UnB), em bioma Cerrado.

Conhecer a durabilidade de espécies madeireiras é saber qual a capacidade de resistências delas em relação à ação dos agentes deterioradores, sejam biológicos ou físico-químicos. Essa resistência é classificada entre alta, média e baixa. Uma madeira altamente resistente dispensa o uso de fungicidas e inseticidas, que normalmente oferecem risco à saúde e ao meio ambiente.

Produção científica

O diretor-geral do SFB, Valdir Collato, disse que o LPF vem desempenhando, ao longo dos anos, um papel fundamental na produção de conhecimento acerca da ciência florestal e madeireira. Esta pesquisa é valiosa para a sociedade e para o mercado, que sempre almejam madeiras naturalmente resistentes.

“Informações como as apresentadas na cartilha que estamos entregando neste momento à sociedade contribuem para a ampliação do uso e comercialização de novas espécies florestais, bem como para a melhoria da atividade de manejo florestal, que se torna mais eficiente e diversificado”, declarou Valdir Collato.

A pesquisa envolve o trabalho de diferentes gerações de profissionais do setor de Biodegradação e Preservação de Madeira do LPF, que iniciaram os estudos na década de 1980. Muitos dos analistas já estão aposentados, no entanto, iniciaram a construção da cartilha, que foi finalizada pelos pesquisadores Marcelo Fontana da Silveira, José Roberto Victor de Oliveira, Anna Sofya Vanessa Silvério da Silva e Fernando Nunes Gouveia.  

Segundo o pesquisador José Roberto Victor de Oliveira, a importância deste trabalho é “contribuir para a ampliação, o uso e a comercialização de novas espécies florestais. Dessa forma, tornar o uso delas mais eficiente e diversificado”.

Fonte: Serviço Florestal Brasileiro

Categoria:
X